ORIGEM

A sustentabilidade como parte obrigatória da qualidade

Com a abertura das importações e a entrada de produtos têxteis e de moda pronta no Brasil, a empresária Francisca Vieira identifica na Paraíba a oportunidade de desenvolver um projeto de moda diferenciada.

Atuando há oito anos no mercado nacional, em 2003 escolhe como base de suas criações um produto ecológico, o algodão naturalmente colorido, cuja pluma já nasce com a cor do produto final, livre de aditivos químicos. Comparando com a fabricação de malhas e tecidos planos, este algodão pode gerar economia de até 87,5% de água em relação aos processos convencionais de produção. Desta forma, a empresária se empenha em produzir moda de forma que toda a cadeia produtiva seja totalmente sustentável.

No mesmo ano Francisca conhece o Programa Texbrasil da Associação Brasileira da Industria Têxtil e de Confecção – ABIT que, com apoio da Agência de exportação Apex Brasil, promove empresas brasileiras interessadas no mercado internacional.

Naquele momento a empresária convida algumas pequenas empresas da região, que também começavam a sofrer os resultados preocupantes da invasão asiática ao Brasil, a formar o grupo Natural Cotton Color. O objetivo do grupo era desenvolver produtos somente a partir do algodão colorido para tentar a inserção no mercado internacional. Inicialmente, expuseram nas feiras de moda em Paris e Londres. A aceitação foi imediata, mas veio acompanhada da grande exigência dos compradores estrangeiros por produtos ecológicos e sustentáveis com mais design e maior qualidade. Isso deu impulso no desenvolvimento de produtos cada vez mais focados no segmento de Valor Agregado.

Hoje, as empresas que compõem o grupo Natural Cotton Color -- sob a liderança de Francisca Vieira -- além do algodão colorido, agregaram aos seus produtos nos segmentos de moda feminina, masculina, infantil e decoração, um verdadeiro exército de plantadores de algodão colorido, rendeiras, bordadeiras e artesãos de toda região Nordeste do Brasil, sobretudo da Paraíba. Todos trabalham com remuneração digna e muita auto estima, constituindo assim um exemplo de Cadeia Produtiva sustentável social e ecológica na indústria da moda brasileira.

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